04/02/2010 - Serviço de editais leva financiamento a projeto em Marataízes
Projeto da Apesp consegue se concretizar a partir de serviço gratuito oferecido pelo GAIA
Sabores do Mar lembra restaurante na beira da praia, mas nessa panela tem bem mais ingredientes que qualquer lugar usaria para fazer pratos, este é o nome do projeto que deve gerar renda para as mulheres dos pescadores de Marataízes, no Espírito Santo. Nele existe união, cooperação, superação e também uma mãozinha do GAIA (Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem), que levou a eles o edital que resultou no financiamento do projeto.
O serviço que divulga editais é gratuito e cria uma interação entre as dezenas de instituições que oferecem subsídios para propostas socioambientais e pessoas que possuem projetos. Ele ajuda a gerar soluções para comunidades como a de pescadores de Marataízes. Lá, as mulheres sobreviviam de fabricar e vender redes para a pesca de lagostas, crustáceo abundante na região, com a proibição deste equipamento, a atividade teve que ser interrompida. Por meio da Apesp (Associação de Pescadores do Pontal) surgiu a ideia de criar uma cooperativa de mulheres para beneficiamento do pescado, que agora se torna realidade com as iniciativas da Apesp, da Lucilenne Duarte e do GAIA.
Lucienne formatou e apresentou a proposta elaborada pela Apesp para o edital do Banco Santander, que ela descobriu pela divulgação do GAIA. O projeto foi aprovador e recebeu R$ 40 mil, valor máximo liberado por instituição, para implantar a cozinha comunitária para o beneficiamento do pescado. A verba deve ser usada para adequações de um espaço de trabalho e para a compra de equipamentos. Mais R$ 40 mil devem ser liberados em 2011 pelo banco, assim que o plano de trabalho for entregue.
Para Lucilenne ficar em Marataízes significa acreditar em suas raízes, pois ela voltou para a cidade que nasceu para participar do Promover (Programa de Mobilização e Viabilização Socioambiental) e não conseguiu mais voltar para Vitória. “Quando comecei a fazer o projeto encontrei meus primos também fazendo o curso. Muitas pessoas saíram do curso por não acreditarem que filhos de pescadores pudessem desenvolver um projeto. Eu não tive mais coragem de deixá-los e fiquei para ajudar.”
Várias histórias como estas são possíveis a partir do serviços do GAIA, para se cadastrar e receber editais basta se cadastrar na site da Ong.
Fonte:GAIA