Programa de Educação para Meio Ambiente,
Segurança, Saúde e Responsabilidade Social da
Transpetro Sul
INTRODUÇÃO
Mudar o mundo não é uma utopia. Há muito
que pode ser feito para melhorar a qualidade de
vida em nosso planeta, em nosso país e em nossa
cidade. Pequenas e grandes ações que podem transformar
profundamente a vida de muita gente.
Buscar o desenvolvimento sócio-econômico, preocupando-se
com questões ecológicas e com a qualidade de vida dos cidadãos
é um dos principais desafios dos dias atuais. Para tanto,
se faz necessária uma profunda e gradativa mudança de valores
e de comportamentos individuais e coletivos que promovam a dignidade
humana e a formação de um novo cidadão - consciente, crítico e atuante
-, que colabore para construir um mundo melhor.
Um dos caminhos para alcançar melhorias efetivas é o fortalecimento da
Responsabilidade Social das instituições. Para que uma instituição tenha
resultados eficazes no percurso da Responsabilidade Social é necessário
que promova melhoria na qualidade de vida tanto de seus membros, quanto
das comunidades ao seu redor.
Implementar ações que contribuam para promover
o desenvolvimento local e regional sustentável.
Esta é a missão do
PEA - Programa de Educação
para Meio Ambiente, Segurança, Saúde e Responsabilidade
Social, fruto da parceria entre o Grupo
de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem (GAIA),
a Transpetro S. A. e 38 prefeituras municipais
da região Sul do Brasil.
O PEA está realizando uma série de ações nas comunidades
por onde passam os dutos de petróleo e derivados, da Transpetro,
ajudando em seu desenvolvimento sustentável e contribuindo para
a melhoria das condições de vida de seus habitantes.
Esses projetos são realizados pelos profissionais do GAIA,
uma equipe altamente qualificada e com a larga experiência
em projetos sócio-ambientais.
OBJETIVOS
O programa propõe ações em temas como educação,
meio ambiente, segurança, saúde e geração de renda.
Um dos objetivos do PEA é informar os membros da comunidade sobre as
condições operacionais, ambientais e de segurança de dutos,
visando a prevenção, identificação e comunicação de possíveis
irregularidades.
Outro objetivo do programa é implementar ações que promovam desenvolvimento
sócio-econômico local e regional sustentável.
O PEA também promove a reflexão sobre educação, meio ambiente,
segurança, saúde, cidadania e sociedade sustentável no mundo de hoje.
Dessa forma é possível promover maior conscientização, além de mudança
de atitudes e valores, relacionados com a importância do equilíbrio
entre proteção do ambiente, desenvolvimento econômico e aumento da
qualidade de vida.
PÚBLICO ALVO
Envolvendo escolas, empresas, órgãos de governo e organizações não governamentais,
o PEA desenvolve cursos e palestras para a formação de agentes multiplicadores em
educação ambiental, os chamados
sentinelas ambientais, que atuam em seu local
de trabalho, em seus lares e na comunidade onde vivem, implementando seus projetos.
ETAPAS
Ao longo de 2 anos, o PEA foi implementado em 38 municípios na região Sul do Brasil,
desenvolvendo 140 horas de atividades na maioria dos municípios próximos aos oleodutos.
A primeira etapa realizada pelo PEA foi o
Encontro
de Integração Institucional que apresentou
e discutiu o programa com as lideranças de cada
cidade, através de visitas às secretarias municipais,
escolas e associações comunitárias, realizando
também um diagnóstico sobre as necessidades sócio-ambientais
dos municípios.
Também foram realizados
Seminários de
Divulgação para adaptar o programa às
condições locais, verificando a demanda por projetos
de geração de renda, educacionais, de saúde e
ambientais. Nesses seminários participaram representantes
de todos os segmentos do município e também de
empregados da Transpetro. Nesta etapa, são identificados
alguns potenciais multiplicadores. Esses sentinelas
ambientais são professores de ensino fundamental
e médio, coordenadores pedagógicos, técnicos de
governos municipal e estadual e lideranças locais.
Na
Formação de Sentinelas Ambientais,
os multiplicadores são capacitados para realizar
atividades educativas sobre as faixas de dutos.
Entre os temas discutidos estão a localização,
o funcionamento, os riscos associados e as medidas
preventivas. Cada multiplicador atinge cerca de
100 pessoas, realizando atividades com duração
e formato adaptados à sua realidade.
Os sentinelas também elaboraram projetos para a captação de recursos
a fundo sem retorno em instituições dos setores público e privado,
fundações e organizações não governamentais. Além disso, foram capacitados
em estratégias de negociação e construção de parcerias e gestão de projetos
e associações. Essas ações visam trazer soluções sustentáveis às necessidades locais.
A orientação e a persistência dos instrutores do GAIA proporcionaram aos sentinelas
o desenvolvimento de habilidades com autonomia, motivação e aumento de auto-estima.
Para os gerentes e coordenadores da Transpetro, o PEA foi gradativamente sendo reconhecido
como um programa que traz resultados efetivos e de diversas naturezas.
RESULTADOS
Os números das ações realizadas pelo PEA
são impressionantes: 600 pessoas nos Encontros
de Integração Institucional, 3.750 participantes
nos Seminários Locais, 783 sentinelas ambientais
nos cursos de Formação,110 projetos gerados pelos
próprios sentinelas e 105 mil pessoas que receberam
informações sobre os dutos.
O PEA também incentivou e orientou a criação de associações e ongs
locais. Entre elas, destacam-se: "Abrindo Porta e Janelas - Memória Viva"
e "Chô Cegonha" em São Francisco do Sul (SC), "ReTrato" em Araucária (PR)
e "Ação Ambiental" em Mandirituba (PR). Também as prefeituras e departamentos
de educação de Santo Antônio da Patrulha (RS) e Canoas (RS) criaram áreas de
captação de recursos a fundo sem retorno.
E isso é apenas uma parte de tudo o que o PEA pode fazer através da ação
conjunta do GAIA, da Transpetro e das prefeituras municipais.
A ação articulada entre os setores público, privado e social
pode resultar na autonomia das comunidades e em melhorias efetivas.
é uma forma eficaz de manter vivo o vínculo com as comunidades locais
e regionais, com a capacitação, formação e engajamento comunitário,
e a criação de um modelo que agrega elementos para uma sociedade sustentável,
baseado em autonomia, cidadania e parceria. Além disso, há o fortalecimento
da imagem das instituições parceiras, agregando valor aos produtos,
melhorando o relacionamento com o poder público e com a população.
A seguir são apresentados alguns gráficos com resultados quantitativos do PEA.
INSTITUIÇÕES DOS PARTICIPANTES DO DIAGNóSTICO
O gráfico demonstra a disposição para a ação em parceria com o envolvimento
de diversas instituições.
Valorizando e resgatando as potencialidades de cada instituição.
ORIENTAÇÃO DA COMUNIDADE
Os dados a seguir apontam as milhares de pessoas da comunidade
que receberam informações sobre a faixa de dutos, de acordo com
o ano e os respectivos oleodutos: OSPAR (Oleoduto Santa Catarina-Paraná),
OPASC (Oleoduto Paraná-Santa Catarina), OLAPA (Oleoduto Araucária-Paranaguá),
ORNIT (Oleoduto Refap-Terminal de Niterói), ORSUL (Oleoduto Refap-Copesul),
OSCAN (Oleoduto Osório-Canoas) e ORPISA (Oleoduto Porto de Rio Grande-Refinaria Ipiranga).
ÁREAS DOS PROJETOS
O gráfico mostra a diversidade dos projetos elaborados pelas comunidades.
PROJETOS POR FINANCIAMENTO
Vários projetos do PEA já conseguiram financiamento total ou parcial.
PARCEIROS
GAIA - Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem
O GAIA é uma associação de direito privado sem fins lucrativos.
Criado em Campinas (SP) em 1990, atua nacionalmente, implantando
Programas de Educação para Meio Ambiente, Segurança, Saúde e
Responsabilidade Social. Tem capacitado membros de empresas como Petrobras,
Transpetro, Belgo-Mineira, Du Pont e Senac, além de prefeituras,
escolas e comunidades. é parceira da Ashoka Society e já atuou com
a Fundação Abrinq e o Instituto Credicard. Participa de congressos
internacionais, apresentando e publicando artigos e capítulos de livros,
com o apoio de organizações como ONU, Comunidade Européia e governo holandês.
Transpetro - Petrobras Transporte S. A.
A Transpetro atua no mercado nacional como fornecedora de serviços de transporte
e armazenamento de petróleo, derivados e álcool. Como parceira na luta pela inclusão
social, a companhia reafirma seu forte compromisso com o desenvolvimento do país,
investindo em programas que visam a melhoria da qualidade de vida das comunidades
e a preservação do meio ambiente.
Prefeituras Municipais
As Prefeituras Municipais são grandes parceiras neste programa, ajudando
na sua implementação e divulgação. As prefeituras parceiras são:
Paraná: Antonina, Araucária, Curitiba, Fazenda Rio Grande,
Guaratuba, Mandirituba, Morretes, Paranaguá, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul.
Santa Catarina: Araquari, Barra Velha, Biguaçu, Camboriú, Canelinha, Garuva, Guaramirim,
Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Luis Alves, Massaranduba, Navegantes, Piçarras,
São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Tijucas.
Rio Grande do Sul: Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita, Osório,
Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, Tramandaí e Triunfo.
EQUIPE ORGANIZADORA
GAIA
- Edison Durval Ramos Carvalho - Geólogo, Mestre em Geociências, Doutor em Educação,
fellow da Ashoka Society e Gerente Geral do GAIA
- Luciano Elsinor Lopes - Biólogo, Mestre e Doutorando em Ecologia e Instrutor do PEA
- Lucilene Danciguer - Antropóloga, Mestre em Ecologia Vegetal e Coordenadora Pedagógica do PEA
- Maíra de Souza Pereira - Administradora de Empresa e Instrutora do PEA
- Samuel Macarini - Biólogo e Instrutor do PEA
Transpetro Sul
- Adnelson Borges Campos - Administrador de Empresa e Gerente do SMS (Sistema de Gestão de Meio Ambiente, Segurança e Saúde)
- Francisco das Chagas Peixoto Marques - Engenheiro Mecânico e Gerente dos Terminais Aquaviários do Paraná e Santa Catarina
- Geraldo Mafurte - Engenheiro Elétrico e Gerente dos Terminais Aquaviários do Rio Grande do Sul
- Luiz Vicente Maurer Ferreira da Costa - Engenheiro Mecânico e Gerente de Suporte
- Ronaldo Romeu Costa - Engenheiro Mecânico e Gerente de Terminais Terrestres e Oleodutos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fortalecer a rede de parceiros, atraindo empresas e fundações, é o próximo desafio
a ser conquistado. De um lado tem-se os projetos elaborados de acordo com as respectivas
demandas locais. De outro tem-se as instituições interessadas em contribuir para o
processo de melhoria sócio-ambiental. A atuação em parceria e com alto nível de responsabilidade
social das instituições, pode viabilizar uma sociedade mais sustentável. O PEA tem mostrado isso!
Além disso, os resultados possíveis para os parceiros, são elencados a seguir:
- Forma eficaz de manter vivo o vínculo com as comunidades local e regional
- Capacitação/formação e engajamento comunitário
- Fortalecimento de imagem, marca e co-responsabilidade
- Inovação contínua em gestão, relacionamento e desenvolvimento socioeconômico (referência para outras unidades, empresas, fundações e poder público)
- Instrumento efetivo de negociação com órgãos fiscalizadores
- Conquista do público consumidor
- Agregar valor aos produtos
- Possibilidade de novos negócios
- Relacionamento com o poder público e com outras empresas
- Benefício da lei sobre isenção fiscal
- Criação de um modelo que direciona para uma sociedade sustentável, baseado em autonomia, cidadania e parceria
Desse modo, a criação de uma rede virtual - um website - e uma rede real com
encontros periódicos entre quem têm os projetos e os potenciais apoiadores mostram um
caminho bastante promissor a ser seguido.
O programa foi apresentado nos seguintes eventos:
- Rio Pipeline Conference & Exposition no Rio de Janeiro, em outubro de 2003
Leia o artigo em PDF!
- II Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental em Itajaí, SC, em setembro de 2003
- II Seminário Gaúcho de Responsabilidade Social em Novo Hamburgo, RS, em agosto de 2003
- III Seminário de Economia do Meio
Ambiente organizado pela UNICAMP em
Campinas, SP, em maio de 2003 Leia o artigo em PDF!
- Nato Advanced Research Workshop Science
Education: Talent Recruitment And Public Understanding
em abril de 2002 em Visegrád (Budapeste), Hungria. Leia o
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